terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

uma flor roxa...

Todo mundo em algum momento da vida já se desiludiu no amor.
Seja na primeira infância, quando aquele garotinho não queria pegar na sua mão na hora do recreio, ou, para os rapazes, aquela menininha que todos os garotos suspiravam por ela nem olhava para vc...
Quem consegue se lembrar de sua primeira paixão platônica e, consequentemente(sem trema),sua primeira desilusão amorosa?
Quem não se lembra do artista da televisão que, por muitas vezes tínhamos a certeza que saltaria das telas para se casar com a gente e ele nunca saía e acabavamos por perceber que ele nunca sairia?
É nesse ponto que começa a decepção.
Daí por diante, como diriam os mais sinceros, é só descida...
Saímos dos "amores de novelas e filmes" e caímos para o mundo real, começando por paixonites simples por meninos ou meninas (não vamos esquecer que homem tb passa por isso) que são os mais disputados(as) da escola e eles nunca nos enxergam de verdade...
Diante dessa constatação, em algum momento, num período de revolta pela segunda rejeição(afinal a primeira para nós tb conta) a gente escreve essa famosa frase do cancioneiro de revoltas juvenil:
" O AMOR É UMA FLOR ROXA QUE NASCE NO CORAÇÃO DOS TROUXAS"
Quem em sua vida nunca ouviu e concordou (vamos assumir, né?!)com essa máxima?
Esta frase embalou os cadernos de perguntas, algumas frases de MSN e noites chorosas ao som de "all by myself","to aprendendo a viver sem você" e, para os mais dramáticos, "my heart will go on"...
Mas será que isso é verdade? Teremos de concordar, ou, indo mais além, constatar que somos trouxas,  "muggles" para a geração potteriana?
analisemos essa frase: é óbvio que a cor roxa é só para rimar, mas a indignação está implícita no sentido da coisa.
Mas me arrisco a dizer que isso é sempre temporário.
A gente chora grita esperneia, canta chorando, come uma panela  de brigadeiro, mas, no fim de todas as contas...passa.
E, em pouco tempo, estamos novamente a suspirar por outro amor esperando o dia em que esse manifesto de revolta seja para sempre aposentado e fique só na lembrança...
E assim chegamos a constatação de que não somos trouxas e sim,, esperançosos...
Então é só esperar que a "trouxice" passe.
Afinal a esperança é a última que morre, ou a única que sobrevive, cabe só a nós decidir qual das esperanças queremos ter...

Um comentário:

  1. Quem nunca foi trouxa por amor, não é?
    Tem hora que é uma meleca! hihihi
    Mas felizmente passa. Demora um tanto pra passar, mas passa.

    (porque vc não disse que tinha um blog, mulé?)
    Beijocas
    Ah! Eu não entendi nada dos textos em italiano dos outros posts!

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